INTERVENÇÃO NA CAPELA DE S. TOMÉ
A Capela de S. Tomé situava-se na encosta sul do Monte de Corujeira, na face deste voltada a Tamel Santa Leocádia, junto ao local onde brota uma linha de água que mais abaixo será chamada Ribeira da Seara ou de S. Tomé. Da Capela resta um amontoado de pedra afeiçoada, sem que se consiga aferir os limites da estrutura. Desta Capela, aliás, pouco se sabe e a informação conhecida provém, sobretudo, da oralidade e da tradição locais. Não obstante, alguns monografistas barcelenses, dos quais destacamos Teotónio da Fonseca1 e o Pe. Alcino Pereira2 fizeram-lhe menção. O primeiro aludiu à existência da Capela no Monte da Corujeira e uma lenda associada à profanação da imagem de S. Tomé perpetrada por caçadores, ao passo que o pe. Alcino Pereira ensaiou uma explicação mais radicada na antropologia do sagrado e reflectiu sobre as razões da implantação da ermida ao pé da nascente, podendo-se tratar, segundo ele, de um exemplo de cristianização de um primitivo culto das águas.
No local para além do amontoado de pedras é possível distinguir um esteio fincado no solo, possivelmente o pé de altar da capela, depois existem três esteios fincados, mais toscos que o pé de altar, que poderão servir de delimitador do pequeno adro que envolveria a Capela, o que colide com a hipótese de Pe. Alcino Pereira de se tratarem de menhires.
Recentemente, a Junta de Freguesia encetou contactos com a Câmara de Barcelos e com os Serviços de Arqueologia do Município, de forma a estudar-se uma recuperação e exposição dos alicerces da Capela, bem como a construção de uma nova Capela ao lado, tendo em vista a reactivação do culto, para além de se proceder a uma intervenção paisagística na zona envolvente.
Fotos Actuais



